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A PRIMEIRA ESTRADA BARRA DO CORDA-GRAJAÚ

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Policarpo Lopes de Leão (1814-1882) A mais antiga estrada ligando Barra do Corda a Grajaú data de 1855 e foi encetada pelo Dr. Policarpo Lopes de Leão, então Juiz de Direito da Comarca da Chapada, sediada em Barra do Corda. Auxiliaram-no na árdua tarefa Manoel Raimundo Maciel Parente, João Pedro da Costa Fumeiro e Antonio Manoel Pinto. Em 15 de fevereiro de 1854, o Sr. Manoel Carlos da Silva, morador abastado de Barra do Corda, dirigiu-se sorrateiramente à capital maranhense a fim de contratar com o presidente da província a abertura da referida estrada. Isso depois que o Dr. Policarpo e seus auxiliares, às próprias expensas, já haviam aberto mais de dez léguas de picada.   Manoel Carlos obteve do governo exorbitante soma e mais o privilégio de 400 réis por cabeça de gado vacum e cavalar que por ali transitasse por espaço de 10 anos. Esperto, esse Manoelzinho!!! Os que haviam feito à sua custa a abertura da estrada, os verdadeiros responsáveis, não puderam tolerar que outro vi...

DATAS HISTÓRICAS DE BARRA DO CORDA

MÊS DE JULHO     Dia 1º (1902) - Casamento, em Barra do Corda, do Dr. Aarão Araruama do Rego Brito e a Sra. Firma Francisca de Sousa. Após realizou-se um esplêndido baile no palacete Catete.   Dia 1º (1927) - O grajauense Dr. Sousa Bispo assume a promotoria pública de Barra do Corda.   Dia 2 (1857) - Criada a “Sociedade Harmonia”, visando o desenvolvimento dos interesses materiais da vila de Santa Cruz da Barra do Corda. Esta sociedade capitalizou recursos para a construção dos primeiros edifícios públicos da vila, como a primeira Câmara Municipal (antes do Paço Municipal) e a primeira cadeia.   Dia 2 (1962) - Falecimento de Florêncio Brandes, vítima de trombose cerebral.   Dia 3 (1805) - O Sr. Anacleto Henriques Franco envia um requerimento ao príncipe regente de Portugal, D. João, solicitando carta de confirmação de sesmaria na área onde mais tarde seria fundada Barra do Corda.   Dia 6 (1930) - O diretório da União Republicana Maranhense lança a...

MILITÃO BANDEIRA BARROS SEPULTADO EM BARRA DO CORDA

         Filho bastardo do Capitão-mor Antonio Bandeira, um dos maiores proprietários e mais respeitáveis da Chapada (hoje Grajaú), tido à época como o fundador da povoação que deu origem à comarca de mesmo nome , “Militão era um liberto, possuidor de grande riqueza. Gostava de leitura, amava os livros e tinha-os em grande quantidade. A literatura e a jurisprudência eram bem representadas em sua casa. Fizera-se advogado, não para viver disso, mas por conveniência partidária e interesse próprio nas muitas questões em que andou envolvido. Grande corpo, cor quase preta, fala mansa e insinuante. Era dissimulado e astuto. No íntimo desse homem civilizado, havia, dizem os que de perto o conheceram, péssimos instintos.”        Chefe do partido bem-te-vi na Vila da Chapada, hoje Grajaú, durante os idos de 1839, quando estourou no Maranhão a guerra da Balaiada, da qual tomou parte ativa, inclusive enviando informações e pólvora aos sediciosos, mesmo e...

ITINERÁRIO BIOGRÁFICO DE MARANHÃO SOBRINHO

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  JOSÉ AMÉRICO AUGUSTO OLÍMPIO CAVALCANTE DE ALBUQUERQUE MARANHÃO SOBRINHO nasceu em Barra do Corda/MA, no dia 20 de dezembro de 1879. Filho de Vicente de Albuquerque Maranhão Filho e D. Joaquina Olímpio de Almeida, frequentou irregularmente o Colégio Popular “Santa Cruz”, de propriedade do Dr. Isaac Martins, concluindo o primário em 1891, sob a tutela do prof. Manoel Raimundo Nonato de Miranda, o mesmo que fundou, com José Ribeiro Fialho, o jornal “Campeão” que, em 1892, tornou-se o primeiro periódico barra-cordense a veicular os poemas de jornais locais, como O Norte, O Guarany e O Porvir, este último de sua propriedade e redação. Além desses, a revista Elegante e o Diário do Maranhão, ambos de São Luís. Era, segundo o descreveu o acadêmico Assis Garrido, branco, de pequena estatura e ombros largos. Os cabelos, finos e longos, despenteados ao vento, dava-lhe um ar rimbaudiano. O falar tinha-o ligeiramente fanho. Por trás do comprido nome, Maranhão Sobrinho escondia uma personalid...

OS 105 ANOS DA MORTE DE MARANHÃO SOBRINHO

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   Maranhão Sobrinho “A minha admiração, ou melhor, o meu fanatismo pela obra poética de Maranhão Sobrinho é tão grande que já tive a coragem, numa conferência, há oito ou dez anos atrás, de dizer, alto e a bom som, que Maranhão Sobrinho é o maior poeta nacional de todos os tempos.” Assis Garrido             Da mesma opinião é Antonio Lobo, que, a despeito de lhe ter negando a “supremacia entre os poetas do seu tempo”, confessou: “Mesmo entre os grandes consagrados da poesia brasileira atual, raros serão os que o excedam na fecundidade pasmosa da produção e na perfeição artística da forma”. “Ainda hoje seus versos são lidos e recitados com volúpia pela beleza emocionante das estrofes e o apuro artístico da forma e da límpida inspiração”, disseram dele os organizadores da Antologia da Academia Maranhense de Letras, Mário Meireles, Arnaldo de Jesus Ferreira e Domingos Vieira Filho.     ...